08.07.2017
Variety: Em “Praying”, Kesha empurra seus demônios e possui um nível notável de empatia e compreensão

Três anos é muito tempo para sentar-se em silêncio – sentindo onda após onda de emoções, esperando o momento em que você pode liberar suas primeiras palavras para o mundo novamente. Ninguém sabe disso melhor do que a cantora pop Kesha, que no ano passado, conseguiu lançar alguma música (uma parceria com Zedd em ‘True Colors’) e fez uma turnê, uma série de shows sob a nome “Kesha and The Creepies: Fuck The World Tour”, mas principalmente, ela foi o tema das manchetes da mídia em meio a suas complicadas batalhas legais com o ex-produtor Dr. Luke. A maior perda da multidão de limitações e drama de tribunal foi que, mesmo no clima de hoje, ainda é traiçoeiramente difícil ser uma jovem feminina que navega pelas águas dominadas pelos homens da indústria musical principal.

Eles dizem que o inferno não tem uma fúria como uma mulher desprezada, mas em “Praying”, Kesha empurra seus demônios e possui um nível notável de empatia e compreensão. Na verdade, sua capacidade de perdão é uma mensagem digna para aqueles que lhe deram coragem e impulso por esses dias mais sombrios.

“Eu estou morta? Ou esse é um daqueles sonhos? “, Pergunta Kesha em um discurso introdutório no início do clipe bem otimista; “Deus, me dê um sinal, ou eu tenho que desistir. Não posso mais fazer isso. Por favor, deixe-me morrer. Estar viva dói demais.”

Uma vez que a faixa começa (“Praying foi escrito com Ryan Lewis, Ben Abraham e Andrew Joslyn e produzido por Lewis, de Macklemore e Ryan Lewis), a balada gospel constrói uma parede de desafio com cada novo verso e se abstém até a voz de Kesha ficar mais alta, mais forte e mais notável de sempre.“Porque você trouxe as chamas e você me colocou no inferno”, ela canta com total convicção, aparentemente referenciando ao Dr. Luke.

A narrativa da música é a de uma jornada de autoconfiança novamente, após anos de abatimento, bullying e minar [ser consumida pouco a pouco]. É um movimento corajoso por si só, mas, em seguida, lançou sua angústia, afastou-se e veio a seu abusador com uma mensagem de paz, que é suficiente para induzir arrepios até mesmo os mais severos cínicos.

“Eu canalizei meus sentimentos de desesperança e depressão severa, superei os obstáculos e encontrei força em mim mesma quando me sentia solitária”, escreveu ela em uma carta de acompanhamento publicada no site Lenny Dunham, nesta manhã.

Ser forçada a suportar um ataque de silêncio criativo resultou em uma Kesha que é ainda mais proposital, como revelado com esse gambito [ato/artimanha para vencer o adversário]. Se a apresentação de “Praying” parece ser excessivamente religiosa, é compreensível, dada a jornada profana que Kesha teve que lutar para chegar até aqui. Ao mesmo tempo, Kesha parece ter passado para o outro lado depois de viver sob um ciclo vicioso tóxico. Como cada ação força uma reação, você espera que – e com – este seja o início de um capítulo muito mais positivo.

Crítica e matéria original pelo tabloide Variety.

Tradução: Thiago Silva.

Revisão: Jean Guimarães.

 

Publicado por

20 anos, carioca, apaixonado por música e arte no geral. Fã da Kesha desde 2010.

, ,
2017 © Portal Kesha - Direitos Reservados | Hospedado por Flaunt - Layout por Isaac